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Comando Elétrico: Partida Direta



CHAVE DE PARTIDA DIRETA

A partida direta é a forma mais simples de partir um MIT, na qual as três fases são ligadas
diretamente ao motor, ocorrendo um pico de corrente. Sempre, que possível, a partida deverá
ser direta, por meio de contatores.

A partida direta deverá ser utilizada nos seguintes casos:

Baixa potência do motor
A máquina acionada não necessita de uma aceleração progressiva ou esta equipada com
redutores mecânicos de velocidade
Conjugado de partida elevado
Assim, fica fácil enumerar as vantagens de uma chave de partida direta:
Equipamento simples, de fácil construção e projeto
Conjugado de partida elevado
Partida rápida
Baixo custo

Nos casos em que a corrente do motor é elevada, podem ocorrer as seguintes conseqüências prejudiciais:

Elevada queda de tensão no sistema de alimentação da rede. Em função disto, provoca
interferências em equipamentos instalados no sistema;
O sistema de proteção (cabos, contatores), deverá ser superdimensionado, ocasionando um custo elevado;
A imposição das concessionárias de energia que impõem restrições de queda de tensão na
rede (abaixo de 5 CV uso comercial e abaixo de 10 CV uso industrial)

OBSEVAÇÕES:

Na partida direta, a corrente de partida é diretamente proporcional à tensão de
alimentação e diminuí à medida que a velocidade aumenta
O conjugado de partida varia proporcionalmente ao quadrado da alimentação

ESQUEMA DE LIGAÇÃO DA CHAVE DE PARTIDA DIRETA

 

Esquema de comando de uma partida direta.

No diagrama de força, a proteção por curto-circuito é fornecida por três fusíveis: L1, L2 e L3. As
três fases são conectadas aos contatos de força do contator K1; do contator K1, as fases são
conectadas ao relé térmico FT1, o qual efetua a proteção por sobrecarga. Do relé térmico FT1,
os três cabos são conectados aos bornes de ligação do motor.
O circuito de comando é alimentado pela fase L e neutro N. A proteção do circuito de comando
e proporcionado pelo fusível L1. O circuito funciona da seguinte maneira:
Ao pressionarmos a botoeira S1 (NA), o circuito de corrente até a bobina do contator K1 será
fechado alimentado a bobina de K1 e acendendo a lâmpada H1. Assim, K1 irá atracar,
fechando os contatos NA e abrindo os NF. O contato NA (13-14) fechando, fornece um
caminho em paralelo com a botoeira S1 para alimentar a bobina de K1 e a lâmpada H1.
O contato NA (13-14) tem a função de selo (contato de selo), pois quando tirarmos a pressão
sobre a botoeira S1 ela abrirá, porém, como o contato NA (13-14) estará fechado, o bobina de
K1 continuará energizada, mantendo a atração sobre a armadura móvel.
Simultaneamente ao fechamento do contato NA (13-14), os contatos de força de K1 também
fecharam, acionando o motor. Veja que para desligar o motor, podemos acionar a botoeira S0
(NF) ou então, ocorrendo uma atuação do relé térmico FT1. Atuação de FT1 causará a abertura
dos contatos NF (95-96). Lembrando que neste caso teremos que rearmar manualmente o
dispositivo de trava do contato do relé térmico para podermos religar o motor.

 DIMENSIONAMENTO DA CHAVE DE PARTIDA DIRETA
Como a chave de partida direta é muito simples, vamos direto a um exemplo. Imagine que
tenhamos um motor de 20 cv, seis pólos, 380 V/60 Hz, com tensão de comando de 220 V,
Tp = 2 s e queiramos determinar as características dos componentes da chave de partida direta para acionarmos este motor.

Dados de placa do motor:

In (380) = 32, 35 A (corrente nominal do motor)
Ip/In = 7, 5 (é a relação característica de fábrica entre a corrente de partida e a corrente nominal do motor)
Assim temos a corrente de partida Ip = 244,07 A
Tp é o tempo de partida do motor

a. DIMENSIONAMENTO DO CONTATOR K1:

Para dimensionarmos K1, devemos levar em conta a corrente nominal do motor (In), para
determinarmos a corrente do contator (Ie). Assim temos:
  
   Basta localizar no catálogo do fabricando o contator que tenha esta corrente.

b. DIMENSIONAMENTO DO RELÉ DE SOBRECARGA FT1:
O relé deve ter uma faixa de ajuste em que a corrente nominal do motor esteja incluída. Basta
localizar no catálogo do fabricante o relé que possua a referida faixa de ajuste.

c. DIMENSIONAMENTO DOS FUSÍVEIS:
Tomando como base a corrente e o tempo de partida, tem-se:

 

 Entrando com os valores de corrente e tempo de partida, escolhemos o fusível (If) de 50 A. Ao
final, a corrente do fusível deve satisfazer as seguintes condições:
 
a máxima corrente de curto-circuito que o fusível permite circular no sistema
deve ser menor que a máxima corrente suportada pelos contados do contator.

a máxima corrente de curto-circuito que o fusível permite circular no sistema
deve ser menor que a máxima corrente suportada pelos contados do relé térmico.

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